Por Lt.Surge

              Se você joga card game a algum tempo, então já ouviu essa expressão, se você está iniciando sua jornada agora, com certeza ouvirá esta palavra muitas e muitas vezes no meio do mundo dos TCG.

            Alguns jogadores defendem que os decks rogues não existem mais, pelo aumento da popularidade do jogo e da facilidade que a internet trouxe para as pessoas terem acesso às listas, reports e vídeos de torneios entre as inúmeras informações que estão disponíveis a qualquer interessado com um simples click no mouse. Se um deck é rogue hoje, ele passa a ser automaticamente meta amanhã, devido a esta facilidade de acesso e ao número de jogadores que irão testá-los e aprimorá-los.

 O QUE É “ROGUE” ?

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            O termo rogue vem dos Estados Unidos, a tradução para português que mais se aproxima do significado da palavra, seria “maroto“, “esperto“. Logo, os decks rogue  fazem uso de estratégias pouco convencionais para quebrar as estratégias mais comuns do metagame de maneira inesperada. Eles podem muito bem não depender do metagame para funcionar, apresentando somente uma estratégia ignorada dentro do formato em que o deck foi construído. Resumindo, construir um deck rogue significa pensar um pouco longe do padrão dos decks mais jogados, “Pensar fora da caixa“.

SUAS VANTAGENS

              Decks convencionais funcionam bem, mas normalmente são conhecidos entre toda a comunidade de jogadores, portanto todos sabem seus pontos fracos, e em alguns casos o jogador pode até ter uma noção da quantidade de cópias de determinadas cartas presentes e usar isso a favor dele. As estratégias rogue tem a vantagem do fator surpresa e, em geral, costumam ser devastadoras caso seu adversário não encontre as brechas da estratégia. Em alguns casos, decks não convencionais podem ter uma estratégia tão consistente que dificilmente seus adversários terão alguma chance de contra-atacar.

            Os decks rogue costumam ser relativamente mais baratos que os Top decks tradicionais por usarem cartas que geralmente são pouco estimadas no ambiente competitivo. Mas não confundam, não é por que você usa um deck barato que ele será um deck rogue.

AS DESVANTAGENS

            Os decks rogue não tem um parâmetro a seguir, justamente por não serem populares, poucas pessoas irão testá-lo, e assim sendo cabe ao jogador montar bem a sua estrutura. Esses baralhos exigem muita estratégia para serem montados e para serem jogados adequadamente. Algumas estratégias podem não ser aprimoradas a tempo ou podem ter brechas não percebidas pelo seu criador o que podem atrapalhar em seu funcionamento.

DIFERENTES RAZÕES PELAS QUAIS OS JOGADORES PROFISSIONAIS NÃO JOGAM DE ROGUES

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            Existem algumas conotações diferentes que as pessoas mantêm quando se trata de a ideia do baralho “rogue“. Embora os detalhes podem ser debatido,  eu gostaria de apresentar algumas categorizações, bem como uma definição de porque as pessoas não os usam.

            Eu sinto que decks rogues são plataformas que não foram adotadas pelo cenário competitivo Pokémon TCG por uma de três razões:

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  1.     A plataforma está sendo reservado para um momento mais oportuno ou torneio.

           Muitos jogadores passam um tempo antes de um grande torneio montando decks que eles acham que vai contrariar o metagame.  Martin Moreno, campeão Americano invicto em 2006, ganhou usando o deck Raichu / Exeggutor(RaiEggs) com esta típica estratégia.

         Mais recentemente, Ross Cawthon se sagrou campeão mundial em 2011, com seu deck “The Truth“,  um conglomerado de Pokémon Grass que levava muitos jogadores a perder a cabeça. E Alex Oliveira ficou em segundo lugar no nacional Brasileiro de 2014 jogando com Trevenat / Flereon / Raichu, um deck que surpreendeu a todos.

               Outros exemplos que posso relembrar são: Nidoqueen / Pidgeot no Mundial de 2005, Steelix / Blissey no Mundial 2010, Vileplume / Scizor / Mismagius / Darkrai EX no Nacional Americano de 2012.Gyarados-Stormfront-SF-19

  1. O deck é esquecido por causa da uma “falha” de percepção de uma comunidade de jogadores.

            Muitas cartas, combos e ideias de decks acabam sendo abandonadas antes mesmo de testadas, porque o sucesso da implementação dessas ideias parecem distantes na mente dos jogadores.

               O Surpreendente 5º lugar de Fabien Garnier no Mundial em 2009, com Gyarados é uma testemunha do fato de que algumas dessas ideias e combos são realmente poderosos. Outros exemplos incluem: Beedrill / Luxray no Mundial 2009.

    3. O deck simplesmente não existe ainda, principalmente pela razão de que a combinação ainda não viu jogo no mundo competitivo.

               Deixe-me lembrar aqui um bom deck rogue: Magcargo / Ninetales.

         Magcargo-Primal-Clash-24   Sinergia? Sim. Competitivo? Provavelmente não. E Por Que Não? Bem no atual momento do metagame, com Seismitoad Ex e outros pokémons de água jogando em muitos decks, montar uma plataforma com uma fraqueza para este tipo fará sua ideia afundar e ir parar no “lixo”, mesmo este sendo um bom deck. Isso geralmente é um efeito colateral que as cartas e combos mais potentes trazem ao formato, levando muitas boas ideias de decks a nem saírem do papel.

           Vamos ser justos aqui, há muitas plataformas no Pokémon TCG que podem ser construídos com sinergia em mente, mas eles nunca vão ver jogo nos grandes torneios.

Nota: É fácil para os jogadores abandonarem as ideias nessa categoria, sem ter outras listas como parâmetro, montar um deck do zero é como dar um tiro no escuro; Muitos abandonam suas boas ideias por não terem convicção que o deck funcionara bem em um torneio por nunca terem visto ninguém jogando com uma plataforma semelhante. Cuidado para que você não faça parte desse grupo, pois muitos preferem não correr o risco de ter um desempenho ruim em um torneio, deixando de lado sua ideia de rogue e jogando com um deck que já está consolidado no meta!

             O deck de Gyarados no Mundial em 2009 e de Magneboar no Mundial em 2011, são exemplos de plataformas que as pessoas tinham abandonado, mais que provaram ser excelentes ideias.

É IMPORTANTE NOTAR A DIFERENÇA ENTRE UM DECK ROGUE E UM TÉCNICO.

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            Eu tenho ouvido muitas vezes os jogadores me contarem sobre uma tech ou duas que eles colocaram em seus decks para ajudar a balancear em algumas partidas desfavoráveis. Bem, inserir uma tech não utilizada antes em um deck não o torna um deck rogue. Decks rogue são usados para combater um formato, e techs são usados para combater uma bad match.

CONCLUSÃO

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            Não tenha medo de discordar dos outros jogadores, Em “pensar fora da caixa“. Você provavelmente encontrará uma grande oposição a suas ideias. Não ligue para o que os outros pensam, concentrar-se em resultados. No início dos Battle Roads da temporada 2012-2013, muitos jogadores abertamente discutiram o quanto eles achavam ruim Ho-Oh EX. Os torneios continuaram, no entanto, os decks de Ho-Oh Ex começaram a aparecer aqui e ali. Até o final da Temporada dos Battle Roads, Ho-Oh Ex havia se tornado uma das cartas mais cobiçadas do metagame.

            Alguém aparentemente não tinha medo de não concordar com a noção popular de que Ho-Oh EX era uma “carta ruim”. Esta pessoa insistiu e melhorou suas ideias, conseguindo levar este deck a inúmeros Top’s em Torneios.

            Então não desista de seu deck por que alguns disseram que ele é fraco ou que não funcionará. Estude as cartas, formas de melhor a estratégia, e teste o contra o maior número de decks possíveis. Como vimos, muitos decks considerados inicialmente ruins ou ineficazes, chegaram ao topo do mundo surpreendendo as todos que não conseguiram “Pensar fora da caixa.”

Ate Breve!!

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